sexta-feira, 19 de junho de 2009

silêncio na aula

Confesso que nunca tive facilidade com números, sempre torci para professores faltarem, ficarem doentes ou ricos demais ao ponto de não terem mais que trabalhar... Sempre tive MENOS afinidade com professores de matemática. Esse ano, algo inesperado aconteceu. Minha professora Silvia, me deu aula aula desde o 1° ano, no entanto, não tive boas experiências com ela; primeira nota do ano: 0,5.
Esse ano, algo errado aconteceu, Silvia ficou doente, e em seu lugar, entro o Mário que, por incrível que pareça, conseguiu me fazer enteder matemática.Amém.
Já no fim do semestre, eu sabia que meus dias com aulas 'em português' de matemática, estavam contados. Silvinha voltaria e Márioarmário voltaria a ser plantonista da escola. Porém, Silvia teve agravantes, as aulas com Mário se prolongaram, eu fiquei feliz por um lado, mas perturbada por outro. Como estava Silvia? Não tinha boas expectativas e nem mesmo boas sensações a respeito do assunto, sempre achei que ela estaria bem mal, mas, não tão mal quanto fiquei sabendo. Silvia descobriu que tem um raríssimo tipo de câncer, no mundo todo, apenas 52 pessoas têm deste tipo, 5 delas residem no Brasil. Veio como uma bomba. Tão linda e jovem. O maior problema é que segundo médicos, ela tem pouquíssimos meses de vida...quem sabe uns 6, talvez mais.
Eu nunca escondi que não gostava dela como professora, mas, como amiga, ela era excelente! Querida Silvia, eu espero que este diagnóstico esteja errado. A esperança não morre, não mesmo.

)': Ah Deus, logo agora que ela tinha realizado o sonho de fazer o curso de turismo...


'Pode crer, que TUDO vai dar certo...'
Armandinho - Outra Vida.

1 comentários:

Anônimo disse...

'Não soltamos as mãos, nem elas se deixaram cair de cansadas ou de
esquecidas. Os olhos fitavam-se e desfitavam-se, e depois de vagarem
ao perto, tornavam a meter-se uns pelos outros... Estávamos ali com o céu em nossas mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras da boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham...'

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